NoCaFoFo

Um espaço pra muquiar idéias!

À la sul da França

julho30

Minha nova coluna no Guia com todo jeitinho francês!

À LA SUL DA FRANÇA

A decoração provençal somada a pratos caseiros fazem a graça do Sweet Pimenta

Eu sou apaixonada pelo estilo provençal, estampas suaves, cores delicadas e claras, aquele discreto desgaste da mobília, flores por todos os cantinhos e, por isso, não pude deixar de me apaixonar pelo Sweet Pimenta. Antes de sentir qualquer sabor ou aroma, o que me chamou a atenção foi a decoração do local. É um sonho. Tudo muito bem pensado e decorado: mesas e cadeiras branquinhas, muitas flores, pequenos quadros e objetos espalhados pela casa, lembrando bem os cenários de filmes franceses que recriam a região nos séculos XVII e XVIII. E os doces coloridos no balcão? Deixam crianças e adultos boquiabertos. Enquanto escrevo, penso neles como os doces do filme Maria Antonieta, dirigido por Sofia Coppola. Que deleite para as vistas!

Inaugurado em 1985 por Zenaide Pimenta, o Sweet Pimenta começou como uma pequena casa de doces e salgados na Vila Nova Conceição. E as receitas caseiras da vovó deram tão certo, que hoje, após 25 anos, há mais três restaurantes espalhados por São Paulo, nos shoppings Iguatemi, Market Place e D&D.  Acredite ou não, mesmo estando em shoppings, o Sweet Pimenta não segue a linha fast food; as casas continuam sendo o tipo de lugar que você entra e tem vontade de passar horas.

Sem mais, vamos ao menu que é sortido de suculentas receitas de massas, risotos, carnes, aves, peixes, saladas e sobremesas. Destaco a Salada Italiana com folhas verdes, tomate, mussarela de búfala, erva doce, pimentão vermelho defumado, azeitonas pretas, berinjela e torradinhas de baguete e o Picado Caipira de mignon com arroz, feijão, salada e refogadinho do Chefe.

Você deve estar se perguntando pelas sobremesas. Lembra da casa feita com doces de João e Maria? Além das gostosuras que nos remetem à infância (trufas, pirulitos de chocolate, trouxinhas de coco, bicho de pé, brigadeiros, bem casados, pães de mel, pastilhas Dragêe e bolos), vale a pena experimentar o Petit Gateau de chocolate com coulis de morango, calda quente de chocolate e sorvete de creme e a Tarte Tatin de banana quente com sorvete de creme e molho toffee.

Eu espero tê-lo deixado curiosíssimo para conhecer o local, pois é bom chegar lá assim, pronto para experimentar um pouco de tudo. E, se depois de aprovado o menu, você quiser usar o espaço para fazer uma reuniãozinha ou levar as receitas pra casa, o Sweet Pimenta disponibiliza seu espaço para eventos e também faz entregas sob encomenda. Bom saber disso, não? Então aproveite a dica já para o almoço ou jantar de hoje. Bon appétit!

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Como ser um mestre cuca

julho2

Se você quer ganhar aquele partidão, prepare-se! Vai ser com minha receita de suflê, neste fim de semana.

Confira nova coluna no Guia.

Meu primeiro suflê

Desventuras em série de um ser completamente perdido na cozinha

Eu nunca me arrisquei na cozinha. Na verdade, mal preparava meu café da manhã. Vergonha, eu sei! Mas a mordomia acabou assim que me casei. Não porque o marido seja exigente, mas o contrário. Não gosto de comer lanches e porcarias. Algumas vezes até faço exceções, mas durante a semana sou metódica. Gosto de comidinha feita na hora, legumes, verduras e frutinhas variadas.

Confesso que até hoje não sou a pessoa que mais usa a cozinha de casa, entretanto, não passo fome, nem dou vexame na hora de oferecer um almoço bacana para família. Comecei preparando coisas simples como arroz, purês (de todos os sabores possíveis para não enjoar) e saladinhas básicas. Mas foi num fim de semana que tudo mudou na cozinha de casa.

Fui ao restaurante La Marie e, por indicação de uma prima, pedi suflê de espinafre com Steak Tartare. Desde pequena, eu sou apaixonada por suflês e minha memória gastronômica foi ativada no momento em que senti o aroma do prato. No outro dia, lá estava eu pedindo a receita para minha mãe. Não a receita completa com Steak Tartare. Calma lá! Optei apenas pelo suflê e troquei o espinafre pela abobrinha.

Tomei nota pelo telefone mesmo: duas abobrinhas, três colheres de sopa de margarina, três colheres de sopa de farinha de trigo, uma xícara de leite, três ovos, duas colheres de queijo parmesão ralado e sal a gosto. Após cinco minutos anotando o modo de preparo, e uma hora recebendo recomendações como “Tome cuidado para não se queimar no fogão”, “Mexa bem a massa”, “Rale a abobrinha, quanto mais fininha, melhor”, eu fui à guerra! Meu marido logo se aproximou com medo de talvez acontecesse um incêndio, vazamento de gás ou queimaduras de 3° grau, mas eu quis fazer tudo sozinha e já o despachei para comprar vinho.

Pouco tempo depois, já passava pela primeira inconveniência. Morrendo de fome, comecei a fazer o suflê ao mesmo tempo em que passava os filés e lavava a salada. Só que isso é pra quem já é um expert na cozinha. Pessoas como eu, que não têm coordenação nenhuma, devem ter um minuto de lucidez em situações delicadas como essa.

Na primeira tacada, eu consegui me cortar e, preocupada com o dedo, queimei o filé. Depois disso, encostei o braço na panela quente e percebi que não adiantava me atropelar! Tudo tinha que ser feito por partes e com concentração máxima. Para evitar novos acidentes, concentrei minhas forças apenas no suflê.

O primeiro passo foi ralar a abobrinha para não me perder quando estivesse no meio da obra. Em seguida, derreti a margarina em uma panela e, aos poucos, acrescentei farinha de trigo e leite, mexendo sempre para não empelotar. Quando o creme começou a encorpar, adicionei as gemas, o queijo ralado, uma pitada de sal e a abobrinha. Bati as claras em neve e depois juntei tudo. Untei uma fôrma, coloquei a massa lá dentro, coberta com queijo ralado e deixei no forno durante uns 20 ou 30 minutos, quando espetei o palito e ele saiu sequinho.

Já passavam das seis da tarde quando degustei meu “almojantar”. Diante do resultado animador, passei a inventar receitas diferenciadas. A partir do primeiro suflê, posso dizer que meu saldo na cozinha é positivo. Quando alguma de minhas amigas solteiras pergunta como estou me virando na cozinha, a resposta é direta: “Tudo sob controle! E quer saber minha especialidade? Suflê… (risos)”. Quem ouve, até pensa que sou mestre cuca de verdade!

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Coluna fresquinha!

junho30

Pessoal,

Nesta sexta tem jogo do Brasil, mas também tem minha dica de gastronomia no Guia da Semana.

Não percam!

Bjs

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